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Hip Hop Contra o Machismo: movimento de apoio e informação

quinta-feira, outubro 10, 2019

Neste artigo em homenagem ao Outubro Rosa, vamos entender como uma campanha digital de 10 dias se tornou um movimento de apoio às mulheres e de informação à sociedade de forma geral.

A campanha Hip Hop Contra o Machismo nasceu no dia 06 de setembro de 2019,  no Rio De Janeiro, após uma agressão específica de um homem contra uma mulher ativista política e cultural, durante uma roda de rima. Após esse episódio lamentável, um grupo formado por Uma Dj, uma Produtora Cultural e uma grafiteira surgiu para transformar dor em arte e humilhação em educação. Camilla,  Drika e Vidi, se uniram como forma de combate ao machismo, sexismo e masculinidade tóxica.                                                                                                               
Para unirem forças, chamaram as amigas e foram à luta, com a missão de potencializar as vozes e gerar visibilidade às questões da mulher, especialmente do Hip Hop e do cenário musical e também com intuito de criar uma reflexão sobre machismo, lutar contra a naturalização das violências de gênero.


“Essa é uma luta profunda, pois é contra o sistema opressor patriarcal. E o machismo, é uma forma comportamental, que todos nós, desta sociedade carregamos em nós, por mais que queiramos negar isso... Somos uma sociedade ainda muito ignorante, do sentido literal de ignorar. É necessário uma desconstrução de padrões, e bombardeamento de informação. Presenciamos a normalização da violência, presenciamos silenciamento das mulheres e de seus discursos, e as suas culpabilizações, todos os dias; a mulher sempre deu um "motivo". O machismo é estrutural e mata, é preciso ser combatido. Por isso tivemos essa ideia, de criar a reflexão e fazer a informação circular  – ponderou Camilla.

O grupo obstinado nesta missão libertadora encontrou um meio eficaz de alcance e visibilidade e, através das redes sociais, realizou 10 dias intensos de uma campanha, que envolveu 94 mulheres no ativismo. Através das suas redes, conseguiram um alcance de 118 mil visualizações nos conteúdos educativos anti-machistas, levando informação de qualidade para jovens em situação de vulnerabilidade da Baixada, Centro, Zona Sul, Zona Norte, Niterói, São Gonçalo.                               

"Nós fizemos uma união feminina muito potente, ficamos exaustas com a responsabilidade, foi puxado demais durante os dias de campanha, mas muito felizes com o retorno das irmãs e do público, sentindo que este projeto realmente precisava ser criado" - ressaltou Drika.

Para projetar uma ação responsável, o grupo criou um núcleo de conteúdo com pesquisadoras, professoras e pedagogas, mulheres do feminismo, que revisavam e faziam as sugestões dos conteúdos, sempre com a preocupação de abordar os temas dentro de uma linguagem acessível ao publico leitor.                                                                     
“O nosso grupo tem artistas atuantes na cena das rodas culturais, como MCs, DJs, grafiteiras, b-girls,  jornalistas, escritoras, publicitárias, engenheiras, donas de casa, etc. É um grupo bem miscigenado, mas todas tinham (e tem) dentro de si essa vontade latente de fazer algo a respeito do machismo. Durante os 10 dias de campanha percebemos que juntas somos impacto e reflexão contra uma sociedade que insiste em culpabilizar, excluir, objetificar, violentar, estuprar e silenciar mulheres, todos os dias.” – concluiu Vidi.
O movimento Hip Hop Contra o Machismo agora parte para uma nova missão: a preparação de uma cartilha sobre como detectar e combater machismos e masculinidades opressoras no cotidiano. As mulheres representantes do movimento estão elaborando conteúdo específico e didático sobre como prevenir e combater as diversas formas de violência contra a mulher. Já foram formados grupos de trabalho com mapeamento das rodas culturais do Rio de Janeiro com o objetivo de promover rodas de conversa e distribuírem as cartilhas.
O grupo está em busca de apoiadores e patrocinadores para a empreitada. Muitos podem pensar que esta luta é somente das mulheres, pelo fato de ser uma causa feminina. Mas todos devem se considerar convidados a unir forças nessa luta: homens, mulheres, LGBTS, etc, pela equidade de gênero, para que isto seja cada vez mais garantido em nossa sociedade, não somente como a Constituição Federal prevê.

 Todos os  materiais, tanto da campanha, quanto o de direcionamento da cartilha podem ser encontrados nas páginas no Facebook e do Instagram. Junte-se ao movimento Hip Hop Contra o Machismo.

Facebook : https://www.facebook.com/hiphopcontraomachismo/
Instagram: @hiphopcontraomachismo
Email: hiphopcontraomachismo@gmail.com

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